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Empresas com unidades licenciadas no Estado de São Paulo que exercem determinadas atividades, ou que emitem mais de 20.000 toneladas de CO2 equivalente por ano em Escopo 1, precisam enviar à Cetesb o inventário de gases de efeito estufa (GEE) entre 1º de setembro e 31 de outubro de cada ano. O envio de 2026 traz as emissões de janeiro a dezembro de 2025.
A regra está na Decisão de Diretoria Cetesb nº 083/2024/A, que lista as atividades sujeitas ao inventário. Entre elas estão:
Além da lista, qualquer empreendimento com emissões diretas (Escopo 1) acima de 20.000 tCO2e por ano entra na obrigação, seja qual for o setor. É esse ponto que costuma surpreender indústrias de alimentos, farmacêuticas e de energia que queimam muito combustível em caldeiras e fornos.
O relatório cobre os Escopos 1 e 2. O Escopo 1 reúne as emissões diretas: combustão em fontes fixas e móveis, processos industriais, fugitivas e resíduos. O Escopo 2 traz a energia elétrica e o calor comprados. O Escopo 3 é voluntário.
Devem ser informados os sete gases do inventário (CO2, CH4, N2O, SF6, HFCs, PFCs e NF3), em toneladas de cada gás e em CO2 equivalente, sem descontar remoções ou créditos de carbono. As metodologias aceitas são as do IPCC, a ABNT NBR ISO 14064-1 e o Programa Brasileiro GHG Protocol. O envio é eletrônico e inclui a memória de cálculo.
A janela vai de 1º de setembro a 31 de outubro. Em 2026, o dia 31 cai em um sábado, então vale não deixar para a última semana. Quem ainda não reuniu notas de combustível, consumo de energia e dados de produção de 2025 precisa começar já.
Deixar de enviar pode gerar advertência e multa com base na legislação ambiental paulista, além de registro no processo de licenciamento da unidade. Há também o efeito comercial: clientes e bancos pedem cada vez mais esses números.
Muitas empresas do Centro-Oeste mineiro têm filiais, centros de distribuição ou fábricas em São Paulo, ou fornecem para grupos que cobram dados de emissões da cadeia. Ter o inventário pronto resolve a obrigação paulista e ainda prepara a empresa para questionários ESG, financiamentos e para o mercado regulado de carbono brasileiro.
A Canastra Estratégia, de Arcos/MG, elabora inventários de emissões de GEE, organiza a memória de cálculo e orienta o envio. Conheça os serviços de Sustentabilidade.
Empresa que só tem unidade em Minas precisa enviar à Cetesb?
Não. A obrigação vale para empreendimentos licenciados em São Paulo.
Qual ano entra no inventário de 2026?
As emissões de janeiro a dezembro de 2025.
O Escopo 3 é obrigatório?
Não, o envio é voluntário.
Fonte: Decisão de Diretoria Cetesb nº 083/2024/A; página "Inventário GEE Empreendimentos" da Cetesb.

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